Como de costume, acordei e fui para o meu blog escrever:
“Era o amanhecer de um novo começo. Meu status de esquisita
suicida estava prestes a acabar, e a coisa do meu braço pronta para ser
retirada. Graças a Deus. O toca aqui de mentira estava ultrapassado. Muito
ultrapassado. Por seis semanas, fantasiei sobre duas coisas... A primeira
fantasia envolvia algum contato íntimo... Com meu cotovelo. E a segunda focava
em todas as partes de Justin McCann. Não é que estivesse obcecada ou tivesse contado
as 7 vezes que Justin me olhou desde que as aulas começaram.
No refeitório, no corredor, no campo de futebol sem camisa,
e as outras vezes também foram no corredor da escola. Oito, se contar quando eu
escorreguei na escola. E eu contei.
Certo, talvez eu estivesse obcecada. Um pouco. Mas estava
fixando em algo que tentava desesperadamente esquecer... A terrível e anônima
carta-intervenção. Poderia me dar mal, eu sempre me dava.”
Olhei para a carta “olhe o que acontece ao seu redor e
destaque-se” bom isso eu já tinha feito, então risquei essa dica.
Me destacar não era problema. Misturar-se era o novo nome do
jogo, e eu estava...
Minha mãe interrompe meus pensamentos:
- Anny, chegaremos atrasadas!
- Pronta! – fui para o carro direto ao fisioterapeuta.
Lá estávamos,eu, minha mãe, Jasmine e Cait, não sei pra que
tanta gente para ver eu tirar um gesso, mas tudo bem. E o médico ficava me
mandando fazer uns movimentos, e então:
- Quando eu contar até 3... 1, 2, 3 – E o médico estava
quase cortando o gesso quando minha mãe mandou parar:
- Precisamos estar preparados pra algo?
- Como o que? – disse o médico espantado.
- Deformidade.
E Cait também entrou na conversa:
- É, ouvi dizer que, as vezes, o braço encolhe até um décimo
de seu tamanho. Ainda funcionará e certamente, parecerá normal em um ano.
- Um ano? – perguntei com os olhos arregalados.
- Está assustando ela. Não é como se fosse ter um bracinho.
Ou isso é possível? – falou Jasmine indignada.
Minha mãe continuou:
- Na pior das hipóteses... se ficar disforme, podemos fazer
lipo no outro braço?
- Mãe, pare. Está me enlouquecendo! – disse irritada
- Só quero conhecer as nossas opções...
- Senhora Hamilton, podemos conversar em particular? –
perguntou o médico interferindo na conversa. GRAÇAS A DEUS
O médico e minha mãe saíram, e ficaram Jasmine e Cait na
sala comigo.
- Por favor, distraiam-me..
- Trouxe um presente para você! – disse Jasmine tirando um
gillete da bolsa
- Está louca? Guarde isso! – Disse Cait
- Não estou apoiando suicídio! É pra depilar, vai precisar
tirar muita coisa. Nunca terá ação, parecendo desleixada.
Jasmine não sabia que já houve ação. Queria tanto contar,
mas... Na hora certa. O médico junto com minha mãe havia voltado para a sala.
E já foi cortando o gesso, no meio daquela pressão toda,
acabei desmaiando.
Minha mãe me acordou:
- Querida, está sem o gesso – falou com uma vez doce
Sentei na cama e olhei pro meu braço, ele estava bom,mas eu
tinha caído da cama por desmaiar e assim desloquei meu braço, nem sei como explicar
a sorte que estou tendo. Além disso estava com aqueles negócios que seguram o
braço, e era verde limão com uma carinha.. super estiloso. Ah, e ainda brilhava
no escuro, eu precisava trocar aquilo... Merda de vida.
Depois do médico fomos para a escola, estava no banheiro
conversando com as garotas e como as pessoas não paravam de me olhar, Sadie
entrou e já foi falando:
- Talvez parem de te olhar se terminar o aborto que sua mãe
começou.
Não falei nada, afinal, ela não merece, saímos do banheiro e
Jasmine disse:
- Você devia ter acabado com aquela vadia! Que direito ela
tem de se meter em sua vida?
- Deixa pra lá.
- Não, vamos convocar o demônio! – disse Cait
- Concordo. – Jasmine
Mas eu nem tava ligando para aquela conversa, foi quando
avistei Justin encostado no armário do corredor. Ele virou seu rosto olhando
para mim... Nono olhar. Se estivesse contando. Certo, eu estava, processem-me.
Sentei em um banco perto de onde ele estava , eu olhava pra
ele, ele olhava pra mim.. até que o Ryan chegou e foi falar com ele.
*Justin e Ryan on*
- Quem trará ao show nesta noite?
- Quem eu levaria, Ryan?
- Não sei. Qualquer uma aqui iria com você. Só traga alguém
por favor. Não quero ouvir Lissa dizer que estamos sempre juntos.
- Ela gosta, não é? – Justin falou rindo
- Não pode trazer a garota do acampamento?
- E perder a chance de irritar Lissa? Não.
- O que? Ela tem um p... ou algo assim?
- Já pensou que você é quem me envergonha?
- Como seu melhor amigo meu dever é te envergonhar. – disse Ryan pegando o Justin e dando uma
chave de braço nele.
E como um fantasma Sadie apareceu:
- Já chega dessa coisa gay. Ninguém gosta de pornô gay antes
do meio dia.
*OFF*
Eles riam quando vinham em minha direção:
- O que aconteceu com o galho? – perguntou Ryan simpático
- Foi cortado. – falei sorrindo e Justin riu
Foi um recorde. Dois olhares em 15 minutos. Justin estava
definitivamente pensando em
mim. E é claro, ele cheirou o sovaco, Justin sem cheirar o
sovaco não é Justin.
Estava esperançosa até...
- É rude ficar encarando. – disse Sadie falando de mim
Ah... a doçura de Sadie me encanta, e ela saiu andando,
quando olhei para ela, sua saia estava levantada mostrando sua calcinha.
- Sadie! Sadie! – gritei para avisá-la
Ela olhou para trás e todos estavam rindo dela. Então ela
abaixou a saia e olhou pra mim fazendo uma careta. Medo.
A rotina comum da escola, como educação física, voltou a
fazer parte da minha rotina. Mas nem a ducha coletiva conseguiria me chatear.
Estava tirando minha blusa, Sadie estava ali perto
conversando com Lissa.
Foi demais a educação física, ninguém ficou olhando pra mim
enquanto corria.
Terminando fui falar com a conselheira, bom os 15 minutos
sem ninguém me olhando tinha acabado, todos olhavam pra mim, já to até ficando
acostumada. Foi quando estava conversando com a Loira louca que recebi um sms.
- Que tal seus seios?
SADIE TINHA TIRADO UMA FOTO MINHA ENQUANTO TIRAVA A BLUSA E
ENVIOU PARA TODOS DA ESCOLA.... meus seios percorriam por todas as mãos com celulares.
Sai da sala da conselheira de cabeça baixa, não podia
acreditar, será que ainda da pra ficar pior?
É, tinha como ficar pior, uma multidão no corredor vendo uma
foto enorme dos meus seios na parede.
Justin falava:
- Não sei qual é o problema, não há tanto para ver. – disse
olhando para a minha foto.
Meus olhos encheram de lágrimas quando ouvi ele dizer
aquilo. Ele virou o rosto e me viu olhando para ele.. Não só minha realidade
estava uma grande droga, como aparentemente minha fantasia também.
Abaixei o rosto e sai andando rapidamente. Estava
paralisada. E era o tema da escola. De novo. Mas o que eu não conseguia
entender era porque meus peitões eram tão fascinantes.
Fui para o famoso santuário da escola, um lugar que ficava
de baixo das arquibancadas da quadra. Ao menos estava em segurança no
santuário, onde havia apenas uma regra:
NÃO PERGUNTE, NÃO CONTE.
Realmente gostava que os desajustados normais não se
importassem com meu pesadelo peitoral. Eles estavam ocupados com seus
celulares, medindo meus peitos. E, evidentemente o sinal do santuário melhorou.
Jasmine e Cait chegaram:
- Recebemos seu sms, onde está no medidor da Britney? –
perguntou Jasmine
- Pode ser Britney com a cabeça raspada... Peguei Justin
tirando sarro de mim. – falei triste.
- Ele é tão “o que” em tudo. Agradeça por
não ter dado para o idiota.
Precisava dizer que dei ao Justin o dom da minha vagina. Mas
não era a hora certa.
Todos no santuário olhavam para mim.
- Ignore os olhares e aja como se não ligasse. – Aconselhou
Jasmine.
- Quanto mais deixar rolar, menos gente irá prestar atenção
em você. – Cait
Estava sentada no pátio, conversando com meus pensamentos.
Estou tentando não ligar, mas a única coisa que consigo deixar rolar são meus
olhos. Porque minha mãe, simplesmente, esqueceu de me pegar ou atender o
celular.
Quando me levantei Ryan apareceu com Lissa:
- Anny, precisa de carona?
- Já to acostumada a ir andando.
- Não, vamos lá, nós insistimos. – falou Ryan olhando para
Lissa.
Depois de tanta insistência aceitei, mas incomodada pois
dava para perceber que Lissa não estava gostando nada.. Foi um tédio até chegar
em casa.
- Querida. Deus, sinto muito. – disse minha mãe me
abraçando.
- Tudo bem, isso não se compara com ter esquecido de me
pegar na escola.
- Eu sei mas considerando o que aconteceu hoje...
- Jasmine te ligou? - perguntei
- Vi no meu aviso de noticias.
Fato triste: minha mãe tinha mais cyber amigos que eu.
- Mas vamos mudar isso completamente. Tenho uma surpresa. –
falou minha mãe me mostrando um papel com minha cara em um corpo de biquíni, com um peitão.
- O que é isso? – perguntei com os olhos arregalados.
- É você com um pequeno acessório.
- Pequeno?
- É perfeitamente aceitável ter peitos pobres hoje em dia,
porque agora não precisamos sonhar em ter peitos novos. Podemos compra-los, eu
comprei.
- Quando colocou peitos falsos? – perguntei horrorizada
- Depois do colégio quando decidi não ir a faculdade e
cria-la no lugar.
Minha mãe nunca foi sutil sobre o fato que fui mais um fardo
do que uma benção.
- Seus avos me deixaram usar o fundo da faculdade para
graduar meus peitos para o novo número de sutiã. Diga olá para Princeton e
Harvard. – disse minha mãe apontando para seus peitos.
Olhei para ela e disse:
- Percebe que estou em fase de formação e o que me contou
poderia ser potencialmente psicologicamente assustador.
- Por favor. Cresci sem celular, isso sim é assustador.
- Quando tinha minha idade ninguém tinha celular. – respondi
revirando os olhos.
- Não tenho que me explicar. Como sua mãe é meu dever te
assustar.
- E me dar transtorno disfórmico corporal. – falei
balançando a cabeça.
- Diz isso como se fosse algo ruim.
Levantei do sofá e fui para meu quarto. Chega daquela
conversa louca.
Minha realidade sem as fantasias para perseguir estava ficando
difícil de suportar, mas eu sabia o que fazer.
No outro dia, sentada em um banco do corredor da escola
peguei aquela maldita carta novamente e fiquei olhando para ela. Tomei o
controle da situação. Levantei e joguei minha bolsa no chão:
- Ei pessoal deem uma olhada. – disse levantando minha blusa
e assim mostrando meus seios.
No cenário da minha fantasia seria a durona, a rebelde.
Seria a estrela de rock legendária que ninguém jamais esqueceria. Mas, na
realidade... tinha mais de 30 pessoas tirando foto do meus peitos.
*Anny Hamilton, por favor, compareça ao escritório* - era o
radio da escola
- Sei quem sacaneou suas tetas. – Disse a aconselhadora..
Então Sadie entrou na sala e disse:
- Fui eu.
- Bom, é um bom começo. Pode me dizer porque fez isso? –
perguntou a loira louca
- Foi um acidente.
- Eu vi a foto, mesmo com um enquadramento amador foi tirada
com intenção.
- Está certa. Fiz de propósito. Foi um anuncio de serviço
público, para mostrar o que pode acontecer se mudar em público. Desculpe,
posso ir agora Valerie? – Disse Sadie
olhando pra minha cara.
- É “Srta. Marks.”- respondeu a aconselhadora.
- Tudo bem, Valerie. – falou Sadie sorrindo
- Ouça, não posso deixar você ir até reconhecer que o que você
fez não foi muito amigável.
- Anny e eu não somos amigas. Sem ofensas.
- Ela pode não estar ofendida, mas eu estou. – disse a loira
louca que parece não ser tão louca assim.
- Por quê? Nós somos amigas. – disse Sadie se fazendo de
santinha.
- Somos? – perguntou a loira surpresa.
- Absolutamente. E como amigas, não devemos desperdiçar o
nosso tempo... – disse Sadie já levantando da cadeira em caminho a porta.
- Não tão rápido, amiga. Digo, qual é a mais importante
regra de amigas?
- Amigos não deixam amigos usar jeans vermelhos? – Perguntou
Sadie olhando para a calça da loira.
- Não. Amigas não machucam amigas... das suas amigas.
- Isso é uma ameaça?
Então interferi na conversa das duas:
- Está brincando comigo? Ela está sendo boazinha. Enviar uma
foto nua é ilegal.
- É? – perguntou a loira.
- Sou menor de idade.
- Ela é menor. – disse a loira se fazendo de que sabia
disso.
- Entendi. Vocês duas armaram isso para mim. – sra. Marks
olhou para mim – Sabe Valerie, existem leis contra esse tipo de manipulação
emocional feito por professores. – disse Sadie se fazendo de santa novamente.
- Não, não. Não há manipulação emocional aqui. Há, Anny? –
perguntou assustada
- Há, mas não está vindo de você. – e olhei para Sadie
- Foi bullying. – gritou Sadie
- Por favor, não mexa com ela. – gritou sra Marks para mim
Eu arregalei meus olhos, parece que ela é uma loira louca
mesmo, está sendo manipulado por Sadie.
- E você... seu tom de voz foi muito ameaçador. Não me sinto
segura aqui. – disse Sadie
- Não quero que se sinta insegura. – disse sra Marks
acalmando Sadie.
- Então provavelmente eu deveria ir. – sra Marks concordou –
Mas esteja avisada Val, varias pessoas foram a cadeia por menos. – continuou
Sadie. – Então, cuide-se.
- Eu vou. Eu realmente aprecio esse sábio conselho. – Disse
a loira louca.
- De nada. – disse Sadie saindo da sala.
Eu estava de boca aberta.
- Bem, achei que foi produtivo. – disse sra Marks olhando
para minha cara e sorrindo.
Ou melhor, loira louca mesmo, como pode? Sadie tirou uma
foto dos meus seios e saiu impune! Não podia acreditar... só podia ser uma
palhaça mesmo.
Mais tarde, já no meu quarto, escrevia meus pensamentos no
blog.
"Desde muito jovem todas as meninas esperam uma fantasia
romântica. Talvez eu não seja uma dessas garotas que consegue as fantasias no
ensino médio. Talvez eu estivesse que esperar."
Estava me “divertindo” até que meu pai chegou e veio falar
comigo:
- Sua mãe me disse o que houve na escola hoje. E o que ela
aconselhou. E quero ser bem claro sobre algo... Você deve ignorá-la.
- Já faço isso a cinco anos pai. – falei sorrindo.
- Agora, ela quer o bem, mas você lembra que éramos 2 anos
mais velhos que você quando nasceu. As vezes eu penso, que ela se confunde pelo
desejo de ser sua amiga ao invés de mãe.
- Talvez devêssemos comprar óculos para ela. – falei fazendo
com que nós ríssemos.
- Então... Você não fará nada louco em seu corpo. E não se
machucará, certo?
- Pai, eu não me odeio. Só ensino médio. Mas tudo bem. Sei
que vai terminar. Com o tempo.
- Bem, você nunca será capaz de controlar as coisas que
aconteceram a você, doçura, mas você será capaz de controlar como se sente.
- Faça uma limonada com seus limões. – disse sorrindo.
- Tudo bem espertinha. Durma bem. – Falou meu pai dando
um beijo na minha testa e saindo do meu quarto.
E... meu celular tocou.
- Alo.
- Quer boas ou más noticias? – perguntou Jasmine
- Vai logo.
- Certo.
- Rick falou que seus peitos parecem torpedinhos.
- E as boas noticias?
- Ele bateria uma por eles.
- Muita informação.
- Como não me deixa ler, qual o titulo do seu blog hoje?
- “Super exposta e pouco apreciada.”
- Sério Anny? Agora está sendo emo.
- Esqueci de dizer algo. – falei andando pelo quarto de um
lado para outro.
- O quê?
Respirei fundo e então disse:
- Eu transei com Justin McCann.
- Como pode esquecer de me dizer que transou com Justin
McCann? Quando? Onde? Preciso saber agora! – perguntou Jasmine caindo da cama.
Foi quando bateram na porta de trás no meu quarto que da
para o quintal. Abri a cortina. Justin virou seu rosto para mim. Não podia
acreditar. Justin estava na porta do meu quarto!
- Ligo para você depois.
- Alo?
Desliguei o celular e abri a porta.
- Oi. – falei olhando para os olhos de Justin.
- Peguei todas suas fotos que estavam pela escola. – disse
me dando um envelope com as fotos.
- Obrigada. – falei colocando o envelope em cima da
escrevania e voltando logo a olhar aqueles olhos de mel.
- E sinto muito... Pelo que me ouviu dizer.
- Tudo bem, já superei. – respondi olhando para baixo.
- Não, não está tudo bem. Preciso que saiba que eu... Não
estava rindo de você. Estava tentando desviar a atenção dos seus peitos. Que
aliás, são incríveis.
- Você está sendo meu herói. – falei sorrindo.
- Eu estava tentando. – falou olhando bem no fundo dos meus
olhos.
E então nos beijamos.
Oi OI oi... estou mto feliz que vcs estão gostando da nova #IB!
Muitas ja perceberam que estou escrevendo ela baseada na série Awkward, essa é minha série favorita e então quis escreve-la com um toque diferente ♥ mais pra frente vai ter muitas mudanças...
Espero que gostem =]
5 comentários e posto o próximo cap.
BY: @MeuNomeBelieber
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